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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Varsity Match - Oxford vence Cambridge 33-29

A 127ª edição da Varsity Match fica marcada para a história com a vitória da Universidade de Oxford sobre a Universidade de Cambridge por uns equilibrados (como tem acontecido ultimamente) 33-29 equilibrando assim as contas entre as duas equipas, com Cambridge a resgistar 60 vitórias e Oxford 53 a contar com este jogo.


O hat-trick de ensaios na primeira parte do ponta Tim Catling assegurou uma vantagem confortável que ao longo do jogo foi diminuindo, mas que chegou para vencer Cambridge por 4 pontos e conquistar a primeira vitória para Oxford desde 2004.

As equipas foram as seguintes:

Oxford: Chris Mahony (Keble), Sean Morris (Somerville), Jon Burnett (University), Tom Gregory (Kellogg), Tim Catling (Pembroke), Ross Swanson (New), Brendan McKerchar (Keble), Ricky Lutton (Linacre), Anton Oliver (Worcester) , Wayne Thompson (St Cross), Ian Kench (St Cross), Bert Payne (St Peter's), Stan McKeen (Harris Manchester), Peter Clarke (captain, St Cross), Peter Wright (University)
Suplentes: Dan Rosen (Worcester), Kevin Davis (Linacre) or Will Johnson (Pembroke), Nic Van Zyl (Green/Templeton), Chris Davies (St Edmund Hall), Toby Henry (Linacre), Alex Cheesman (St Edmund Hall), Will Browne (Balliol)

Cambridge: Jimmy Richards (Hughes Hall), James Wellwood (St Edmund's), Chris Lewis (St. Catharine's), Mark Ranby (St. Edmund's), James Greenwood (Hughes Hall), Sandy Reid (St. John's), Doug Rowe (Hughes Hall), Niall Conlon (St Edmund's), Matt Crockett (St Edmund's), Jon Dawson (captain, St Edmund's), Marty Wilson (Selwyn), Dan Vickerman (Hughes Hall), Will Jones (St Edmund's), Tom Malaney (St Edmund's), Trevor Boynton (Hughes Hall)
Suplentes: Andy Daniel (St Edmund's), Patrick Crossley (Homerton), Conor O'Keeffe (St Edmund's), Charlie Rees (St Catharine's), Joe Wheeler (St Edmund's), Rhidian McGuire (Hughes Hall), Scott MacLellan (St John's)

Árbitro: Wayne Barnes (Inglaterra)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Varsity Match



O Varsity Match é um jogo de enorme rivalidade e tradição - o primeiro jogo data de 1872 - que se realiza anualmente entre as equipas inglesas das faculdades de Oxford e Cambridge.

Por tradição, o jogo costuma realizar-se na segunda Segunda-Feira de Dezembro. No entanto em 2005, houve uma alteração e o jogo realizou-se no dia 6 de Dezembro. Em 2007 e pela primeira vez o jogo realizou-se a uma Quinta-Feira tal como acontece este ano, ou seja amanhã dia 11 de Dezembro.

Dos 126 jogos que já se jogaram (houve anos em que os jogos não se realizaram), Cambridge conta com 60 vitórias, Oxford com 52 e nos outros 14 jogos registaram-se empates.

A história do Varsity Match teve início em 1872 no The Parks em Oxford, um ano após o primeiro jogo internacional de sempre entre Inglaterra e Escócia e até 1875 jogava-se com 20 jogadores para cada lado. Em 1921, o campo deste jogo anual passou a ser o mais famoso estádio de rugby inglês, o estádio de Twickenham.

Só em 1885 é que o jogo teve direito a árbitro e não deixa de ser curioso que depois de tantos anos em que os fiscais-de-linha eram os capitães de equipa do anos anteriores, haja agora um trio completamente profissional com apoio a televisão para os lances mais duvidosos.

Um dos despiques particulares mais conhecidos no Varsity Match, foi o que opôs (em 1982 e 1983) dois dos melhores médios-de-abertura ingleses de sempre, Rob Andrew (Cambridge) e Stuart Barnes (Oxford). O saldo é claramente positivo para Rob Andrew que ganhou em ambos os jogos. E para que se veja a emoção que é jogar um jogo destes, Rob Andrew diz que "congelou" quando ao entrar em campo ouviu 35.00 vozes a gritar e que a sua felicidade no Natal dependia se tinha ganho ou perdido o Varsity Match.

Outras caras conhecidas que participaram em tão prestigiado jogo universitário foram por exemplo Gavin Hastings, Phil de Glanville ou Joe Roff. Amanhã o jogo contará também com jogadores que já deram muito ao rugby mundial como é o caso do pilar Anton Oliver (59 jogos pelos All Blacks) que alinhará por Oxford e o 2ªlinha ex-Wallaby Dan Vickerman que jogará por Cambridge.

O rugby em Inglaterra é realmente outra coisa...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

"Che"

Ernesto Guevara de la Serna ( à esquerda na fotografia) mais conhecido por Che Guevara, foi como todos sabem um dos maiores e mais carismáticos líderes políticos que o mundo conheceu. O que talvez poucos saibam é que Che foi, durante os seus anos de juventude um apaixonado pelo rugby, primeiro como jogador e mais tarde como colaborador numa revista da especialidade.


A sua paixão e entrega pelo jogo era a mesma que fizeram dele mais tarde, um dos maiores ícones mundiais e ainda hoje é lembrada ao ponto de dias antes do jogo com a Escócia, para os quartos-de-final do munidal 07, o caiptão argentino Agustin Pichot dizer aos jornalistas: “Vejo uma relação directa entre a sua paixão pelo rugby e a nossa paixão pelo rugby, entre a sua vontade de mudar e a nossa vontade de mudar”. “É claro que a sua cruzada era contra o governo corrupto e a sociedade da altura, a nossa é apenas mostrar ao mundo que somos jogadores de rugby que merecem ser tratados como todos os outros”.

Che Guevara nasceu em Buenos Aires, em 1928 e desde muito cedo começou a sofrer de asma, tendo ido viver para Cordoba, para o ar puro a mando do seu pai. Aos 14 anos, em 1942, teve o primeiro contacto com o rugby alinhando pelos Estudiantes de Cordoba e cujo treinador era Alberto Granado, que viria a ser o seu grande camarada para toda a vida.

Che jogava principalmente a 1º centro mas qualquer outra posição dos 3/4s o satisfazia desde que durante o decorrer de cada jogo pudesse ir à linha inalar ar através da sua bomba para a asma.

Depois do secundário voltou para Buenos Aires, para a faculdade onde estudou para se tornar doutor e onde alinhou em mais três equipas, o San Isidro Club (um dos melhores clubes do país), o Atalya Polo Club e o Ypora.

O mais irónico de tudo é o facto de Che ter escolhido o rugby como modalidade para praticar, um desporto que na altura era considerado de elite, classe que o próprio tanto viria a menosprezar.

A sua paixão pelo jogo da bola oval era enorme e um dia descobre uma revista de rugby chamada Tackle onde passa a colabarar, umas vezes assinando com o seu nome, outras com sob o pseudónimo de Chang-Cho. A revista teve apenas três meses de existência e hoje em dia é raríssimo encontar uma cópia que seja dessa mesma publicação. No entanto, Che, chegou mesmo a ter a polícia à perna por alegadamente ter incitado ao comunismo num artigo em que comentava as diferentes classes existentes no rugby argentino.

Depoiis foi o que se sabe, em 1951 Che Guevara e o seu grande amigo Aberto Granado partiram à descoberta da América do Sul numa mota 1939 Norton 500cc, conhecida por “La Poderosa II” e onde mais tarde viriam a conhecer Fidel Castro, num dia que ficará para sempre na história.

Em 2007, a Argentina levou o Bronze para casa e modificou a maneira de jogar e de ver rugby, para agrado dos adeptos da modalidade.

A revolução está-lhes no sangue…